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Categoria: MOVs, TXTs
Tags: bio : experimental
Não consigo precisar o exato momento no qual as imagens em movimento surgiram em minha vida. Com certeza meu irmão mais velho foi uma influência forte nisso, pois me lembro de muito pequeno ficar vendo filmes com ele na sala, VHSs diversos, em sua maioria de ficção e terror. “A Hora do Pesadelo“, o primeirão, dirigido pelo Wes Craven, foi um marco na minha infância — em especial a cena da banheira, que me dava muito medo por volta dos meus 6 anos. Já no cinema, lembro-me do primeiro filme que vi, desta vez levado pelo meu irmão mais velho mais novo: “Batman“, de Tim Burton. Vi num grande cinema da minha cidade natal, um antigo teatro com capacidade pra cerca de 1200 pessoas, do qual morcegos saíriam dos buracos no teto (segundo meu irmão).
Muitos anos depois, após abandonar o curso de publicidade, surgiu a dúvida: o que fazer da vida? Segundo meu pai, eu tinha uma segunda e última chance, que deveria ser muito bem aproveitada. Eu queria mesmo era escrever, mas nunca cogitei viver disso num país como o nosso. E, como as únicas matérias que me agradaram durante meu semestre e meio de faculdade foram Teoria da Comunicação e História da Arte, fiquei entre estudar Cinema ou Artes Plásticas, e conspirações do universo acabaram me levando para a primeira opção. Ainda segundo meu pai, estudando isso eu iria morrer de fome, mas mesmo assim insisti na idéia, inclusive escrevendo um poema sobre isso.
Ingressei numa faculdade de Cinema, mas depois de um semestre eu novamente havia brochado com tanto blá-blá-blá curricular e pouca prática. Por sorte, um curso trazido por uns gringos surgia em Curitiba exatamente no semestre seguinte. No impulso, fui de mala e cuia e, para minha sorte, deu tudo certo. O curso foi bom no começo, fraco no meio e tosco no final, mas foi uma época incrível enquanto experiência de vida, me conectando a pessoas epeciais e importantes para o caminho que trilho hoje. Além disso, pelo menos eu consegui terminar algo e achar um rumo na vida (ao menos em teoria).
Hoje trabalho com audiovisual e continuo escrevendo, além de desenvolver de maneira empírico auto-didata meu lado plástico experimental. Em homenagem a isso, compartilho com vocês um auto-retrato que fiz no primeiro semestre do tal curso. A qualidade não é das melhores, pois o original se perdeu e só me restou essa versão hospedada no youtube.
